As atualidades do Groupe Roullier : Inovação

Jan.
2018

A rizicultura de Pequim em Saint-Malo - Perguntas a Bin Wang

A rizicultura de Pequim em Saint-Malo - Perguntas a Bin Wang

Escrito por Groupe Roullier / publicado em Inovação

Bin Wang é um estagiário chinês que estudou na Chinese Academy Agricultural Sciences (CAAS). Chegando à França durante o mês de setembro de 2017, ele melhorou a cultura do arroz em ambiente fechado, sua especialidade, sob a responsabilidade de Mustapha Arkoun, Doutor em Fisiologia das Plantas, Chefe de Projeto Azoto.

Desejávamos colocar algumas questões a ele para sabermos como está sua integração no Groupe Roullier e em Saint-Malo.

  • Poderia nos explicar sua carreira?

Me chamo Bin Wang, sou originário da China, mais precisamente da capital, Pequim. Na China, estudei na Chinese Academy Agricultural Sciences (CAAS), que fica em Pequim.

Hoje faço um estágio de cinco meses no Groupe Roullier, atuando como engenheiro agrônomo. Cheguei em Saint-Malo em setembro de 2017, pois, queria conhecer uma nova cultura de trabalho e um novo país. Tive a oportunidade de entrar no Groupe Roullier e estou muito contente. 

  • Quais são seus ramos de estudos?

Meu ramo de estudo é a agronomia e estudei tudo ligado ao agrossistema. 

Além disto, me interesso mais precisamente no aumento da eficiência das produções ligadas à nutrição humana, principalmente a rizicultura, que é um alimento de base na China. Este é uma maneira para que eu possa melhorar as produções, tanto em qualidade quanto em quantidade.

No CMI, estou encarregado de efetuar pesquisas sobre espécimes, como o arroz, e compreender o metabolismo nutricional, em particular o azoto ligado aos aspectos ambientais. Estas pesquisas estão, claro, ligadas ao meu tema de tese, o que me dá conhecimentos suplementares, permitindo que eu seja muito profissional em minhas missões.

Este campo de estudo tem por objetivo melhorar a produção de arroz em ambiente fechado, para aumentar a produção, permitindo alimentar uma população asiática em grande crescimento e enfrentar a crise nos arrozais.

  • Como foi sua integração no Groupe Roullier?

Esta é primeira vez que venho à França e à Europa. Para mim é uma grande satisfação, tanto no plano profissional quanto no cultural. Este estágio me permite, assim, conhecer uma cultura completamente diferente da que estou acostumado a conviver na China.

De um ponto de vista profissional, estou muito orgulhoso em poder trabalhar com materiais de qualidade disponíveis para nós nos laboratórios do CMI. Assim, posso fazer pesquisas mais profundas, o que permite estar no limite da inovação. Quando cheguei em Saint-Malo, não tinha noção de como era trabalhar com estes materiais e isto é um imenso prazer, o que me faz caminhar feliz todas as manhãs até meu local de trabalho.

Não achei difícil viver em um país estrangeiro e em Saint-Malo, não tive problemas de aclimatação. Gosto muito do clima da Bretanha, que é mais ameno que em Pequim, onde, atualmente, as temperaturas são mais baixas. Desde que cheguei, tive oportunidades de degustar e, sobretudo, apreciar a cozinha bretã e francesa.

  • Quais são suas atividades fora de seu trabalho? Aproveitando para conhecer a Bretanha?

Durante meu horário de descanso, me interesso bastante nas últimas novidades científicas, ligadas ao meu campo de estudo. Aprecio a leitura de revistas científicas, o que me permite ficar a par das últimas pesquisas feitas em todo o mundo.

Mas, tenho, também, outras ocupações fora do meu trabalho, porque aproveito meu tempo para conhecer Saint-Malo e seus arredores. É uma cidade muito bonita, onde respiramos o ar marinho, o que é totalmente contrário ao meu dia-a-dia em Pequim, onde estou sempre muito ocupado. Tive a oportunidade de estar em Dinard, em Rennes e também aproveitar a praia e degustar os tradicionais doces bretões. É realmente um prazer conhecer todas estas coisas novas, que contarei aos meus próximos.

  • Para o futuro, qual é seu projeto profissional? Pensa em trabalhar na França?

Depois de defender minha tese em minha universidade, desejo tirar meu diploma, permitindo me engajar profissionalmente como engenheiro agrônomo, com o intuito de encontrar soluções para as gerações futuras.

Quero voltar a trabalhar na China, pois, é meu país de origem e toda minha família mora lá. Adoro a França, mas meu campo de estudo está ligado com a situação chinesa em termos de agronomia. Na verdade, sou especializado na rizicultura, pois, a China é a líder mundial em termos de produção de arroz.

Mas, guardarei uma lembrança eterna da França e de minha experiência no Groupe Roullier junto com Dr. Mustapha Arkoun, pois, graças a ele pude melhorar meus conhecimentos em agronomia.

Compartilhar o artigo : TWEETER LINKEDIN FACEBOOK GOOGLE +